Ameaça de Estereótipo e Entrevistas de Emprego

Já ouviu falar de “stereotype threat”, ou “ameaça de estereótipo”?

Esse fenômeno cognitivo social, estudado há décadas por pesquisadores das ciências comportamentais, pode (e é) experimentado por indivíduos pertencentes a grupos sub-representados em ambientes de trabalho e que detém algum estereótipo negativo associados a eles/elas (como, por exemplo, a associação de “lentidão” a “idosos”).

Acontece que a simples consciência da existência de estereótipos negativos associados a uma pessoa, especialmente quando ela se depara com indivíduos não pertencentes àquele grupo/estereótipo, pode fazer (e faz!) com que este pessoa se comporte de forma menos eficaz.

É quase literalmente dizer que o cérebro entende que “bem, este indivíduo branco de terno associa a mim um estereótipo de inferioridade de minha capacidade, logo, eu sou incapaz” – e, com isso, dinâmicas tão comuns nas rotinas de trabalho como avaliações de performance, promoções, feedbacks e entrevistas de contratação têm efeitos, no mínimo, distorcidos.

Essa matéria da Fast Company Brasil traz uma breve pincelada de como minimizar este efeito. E será sempre um processo de minimizar, pois excluir é irreal. Sigamos atentos.

Publicado por Luiz Gustavo Lo-Buono

Fundador da Pulsos, consultoria para equidade racial em empresas. LG é um homem cis negro e gay, mineiro (de alma e coração) e apaixonado por neurociências e comportamento.

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