Como ser um aliado de verdade

Pessoas passam a se autointitular “aliadas” e empresas passam a declarar a “importância de aliados” como se a compreensão básica da palavra em si, sem pensá-la dentro de um contexto específico, fosse o suficiente. Mais que isso: sem pensar o que significa, na prática, esse título tão reivindicado.

Racismo Institucional em empresas: como combater?

Portanto, se você vive numa sociedade que é racista por formação (o famoso racismo estrutural), as instituições dessa sociedade serão racistas. Porque esta é a lógica: se a sociedade detém determinados valores e normas de conduta social, suas instituições irão refletir esses valores e normas: e este é o chamado racismo institucional. 

Sua chefe não é ‘morena’. O nome disso é Colorismo.

Colorismo é a ideia que possibilita que pessoas brancas admirem Taís Araújo, mas ataquem Maju Coutinho. De forma menos simplista: colorismo é a paleta de graduação de tons de pele menos ou mais escuros, somada aos outros traços fisicamente visíveis (o famoso “fenótipo”) – como tipo de cabelo, espessura dos lábios, etc – e que determina, aos olhos de quem racializa, o “quão negra determinada pessoa é”.

Você pratica ‘tokenismo’ em seu ambiente de trabalho?

É provável que conceitos como racismo estrutural, lugar de fala e alguns outros que passaram a ser incorporados no nosso dia-a-dia corporativo – ou, ao menos, entre aquelas empresas que começaram seu processo de “despertar da consciência racial” nos últimos anos – já sejam um pouco mais familiares para você. E, para além desses primeiros aprendizados em busca do sensível, complexo e delicado “selo antirracista” que todo/a executivo/a passou a almejar, você já ouviu falar de tokenismo?