Já ouviu falar de “stereotype threat”, ou “ameaça de estereótipo”?
Esse fenômeno cognitivo social, estudado há décadas por pesquisadores das ciências comportamentais, pode (e é) experimentado por indivíduos pertencentes a grupos sub-representados em ambientes de trabalho e que detém algum estereótipo negativo associados a eles/elas (como, por exemplo, a associação de “lentidão” a “idosos”).
Acontece que a simples consciência da existência de estereótipos negativos associados a uma pessoa, especialmente quando ela se depara com indivíduos não pertencentes àquele grupo/estereótipo, pode fazer (e faz!) com que este pessoa se comporte de forma menos eficaz.
É quase literalmente dizer que o cérebro entende que “bem, este indivíduo branco de terno associa a mim um estereótipo de inferioridade de minha capacidade, logo, eu sou incapaz” – e, com isso, dinâmicas tão comuns nas rotinas de trabalho como avaliações de performance, promoções, feedbacks e entrevistas de contratação têm efeitos, no mínimo, distorcidos.
Essa matéria da Fast Company Brasil traz uma breve pincelada de como minimizar este efeito. E será sempre um processo de minimizar, pois excluir é irreal. Sigamos atentos.